Fifa comunicou nesta sexta-feira (15/5) que vai anunciar em 25 de junho qual será o país escolhido para receber a próxima Copa do Mundo de Futebol feminino, em 2023. O Brasil está na disputa e pode sediar a competição pela primeira vez na história.

Depois do sucesso da Copa Feminina da França-2019, porém, a concorrência é forte. O Brasil disputa com Colômbia, Japão e a candidatura dupla de Austrália e Nova Zelândia. No início do processo, nove países demonstraram interesse.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou a candidatura do Brasil em dezembro de 2019. A aposta da entidade sempre foi nas experiências bem sucedidas das competições masculinas da Copa do Mundo de 2014 e do Mundial Sub-17 de 2019s. E a candidatura brasileira caminhava bem até o surgimento da pandemia no novo coronavírus.

Internacionalmente, o governo brasileiro vem sofrendo duras críticas pela forma como vem lidando com a pandemia. O Brasil já está entre os país com mais casos confirmados de covid-19 e com uma crescente de vítimas fatais da doença preocupante. Mesmo com esse cenário, o presidente da república, Jair Bolsonaro, não dá sinais de que dará o braço a torcer para alinhar o país às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em caminho contrário à maioria dos demais países do mundo, Bolsonaro minimiza o vírus e prioriza a economia antes da saúde e das evidências científicas. O agitado cenário político nos últimos dois meses, com troca de três ministros durante a pandemia, gera incertezas e mancha ainda mais a imagem do Brasil mundo afora. O que pode respingar na escolha da próxima sede do Mundial feminino.

Votação virtual na Fifa por causa da pandemia
O comunicado da próxima sede do Mundial será feito pela FIFA em reunião online. O Conselho da entidade fará uma votação aberta para escolher o anfitrião. Em 2023, será a primeira vez na história que a Copa feminina contará com 32 seleções na disputa, seguindo o modelo atual do Mundial masculino. O último teve 24 equipes.

Se o Brasil ganhar a candidatura, as cidades que receberão jogos são: Brasília, Manaus, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Segundo a Arena BSB, a capital federal pode receber até nove partidas da competição.

A última edição da Copa do Mundo feminina da Fifa foi realizada na França, entre junho e julho de 2019, e contou com cerca de 1,1 bilhão de espectadores no mundo inteiro.

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