Explosões atingem petroleiros no Golfo de Omã

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Dois navios petroleiros foram atingidos por explosões no Golfo de Omã, no Oriente Médio, nesta quinta-feira (13).

Navios dos Irã resgataram 44 tripulantes das duas embarcações e os levaram ao porto de Bandar-e-Jask, segundo a agência de notícias Irna.

Já a Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos diz ter dado assistência aos petroleiros e que recebeu duas chamadas de socorro separadas.

O ministro do Comércio do Japão, Hiroshige Seko, disse que os navios carregavam cargas “ligadas” ao país asiático. “Tive informações de que duas embarcações com cargas ligadas ao Japão foram atacadas perto do Estreito de Ormuz”, declarou.

O episódio acontece durante uma histórica visita do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao Irã. Um chefe de governo do arquipélago não viajava a Teerã desde 1979, ano da eclosão da Revolução Islâmica.

“Dei instruções para a adoção das medidas necessárias para enfrentar a situação, como a difusão de avisos aos setores de negócios”, acrescentou Seko. O Japão importa 3 milhões de barris de petróleo por dia, quase tudo de países dos golfos Pérsico e de Omã.

Os navios envolvidos nas explosões são o norueguês Front Altair, que transportava nafta (matéria-prima da indústria petroquímica) do Catar para Taiwan, e o panamenho Kokuka Courageous, que levava metanol da Arábia Saudita para Singapura.

Ambos pegaram fogo entre 8h50 e 9h40 (horário local), perto do porto iraniano de Bandar-e-Jask. Ao menos um deles, o Front Altair, teria sido atingido por um torpedo, segundo a refinaria estatal taiwanesa CPC, que alugara a embarcação.

“Os ataques contra cargas ligadas ao Japão ocorreram enquanto o primeiro-ministro Shinzo Abe se encontrava com o aiatolá Ali Khamenei para conversas amigáveis. Dizer que é suspeito não é o suficiente para descrever o que provavelmente ocorreu nesta manhã”, insinuou o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif.

Os incidentes acontecem um mês depois de quatro petroleiros terem sido atacados perto dos Emirados Árabes Unidos e podem aumentar a tensão em uma das principais rotas de comércio de petróleo no mundo.

Os Estados Unidos culparam o Irã pelos ataques do mês passado e enviaram uma frota naval e bombardeiros para a região. Teerã nega ter qualquer envolvimento com as explosões.

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